Bahia e Ceará terão protestos contra redução de verbas na política de HIV/aids

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As manifestações estão agendadas para a próxima sexta-feira (21)

Por todo o país ativistas do movimento de luta contra a aids vão se mobilizar para na próxima sexta-feira (21) protestarem contra cortes de verbas previstos em mais de 400 milhões de reis na proposta orçamentária de 2023 anunciada pelo Governo Federal para a pasta da saúde que impacta diretamente a política brasileira de aids.

Desde que os cortes foram anunciados, diferentes entidades, ativistas da causa da aids e pessoas vivendo com HIV/aids têm se posicionado publicamente contra a medida.

Ao menos quatro capitais brasileiras têm manifestações agendadas, são elas: Recife (PE); São Paulo (SP); Fortaleza (CE); e Salvador (BA).

No Ceará o ato tem previsão de início às 10h00 em frente ao Theatro José de Alencar, localizado no centro da cidade de Fortaleza, capital do estado.

Já em Salvador, capital baiana, o protesto deve começar às 16h00 na Praça Campo Grande, localizada na região central.

A manifestação no CE é organizada por diferentes ONGs, são elas: RNP+Brasil; Rede Solidariedade Positiva do Ceará; Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas; Coletivo Consciência Positiva; AVHSJ; e o Fórum do Movimento Social de Luta Contra a Aids do Ceará.

O ativista, membro do Fórum do Movimento Social de Luta contra Aids do Ceará, e coordenador do núcleo cearense da ONG RNP+ Vando de Oliveira, é um dos organizadores.

Enquanto ativista militante na causa da aids, Vando entende que se os cortes de fato ocorrerem, os mesmos impactarão em grandes proporções a política de HIV/aids, desde a prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento, que segundo ele, “nada mais é que a continuidade do retrocesso que temos vivido nos últimos 4 anos de gestão Bolsonaro, além da perca de direitos conquistados ao longo de mais de quatro décadas “Essa é uma agressão violenta do governo federal contra PVHA (pessoas vivendo com HIV e aids)”, disse.

Vando conversou com a Agência Aids e contou que os cearenses, especialmente aqueles vivendo com HIV/aids receberam a informação sobre os cortes com bastante preocupação.

Por isso, diante dessa conjuntura e do desabastecimento da Lamivudina – uma das medicações utilizadas na terapia antirretroviral – já em alguns pontos específicos do país, ele afirma: “Eu vou pra rua defender o SUS, a minha saúde, dos meus pares, a democracia e as nossas vidas”.

Com temor de que retrocedamos e tenhamos um cenário semelhante aquele configurado nos anos 80 onde houve mortes em massa em decorrência da aids, Orleanda Gomes, ativista e uma das representantes do MNCP do Ceará, também marcará presença no ato, e afirma: “O que me motiva ir às ruas é ter a certeza de que preciso lutar pela minha vida, pela do outro, pelo SUS, pela desconstrução de preconceitos, pelas políticas públicas, pela outras doenças crônicas, pela empatia às família que perderam mais de 700 mil ente queridos entre eles crianças, pela fome, pela democracia e tantas outras coisas. É poder encorajar os outros a fazerem o mesmo, porque essa luta é de todos, pois ninguém faz nada sozinho, e sem luta não há vitória”.

Em concordância com seus companheiros de luta, Rene Herculano, presidente da RSP-CE, Jacqueline Sampaio, pastoral da aids Ceará, e Márcio Roberto do Instituto Saille, falam que a notícia chega com muita tristeza e indignação “lutamos tanto, juntos com as Redes de PVHA e outros movimentos sociais desse nosso imenso Brasil, para termos um SUS inclusivo e uma política de AIDS com avanços e respostas de sobre vida de quem tem aids, de repente nos deparamos com um corte de recurso drástico e criminoso, que vai prejudicar toda política de saúde, principalmente das patologias entre elas a nossa de quem vive com HIV/aids”, lamentou Rene.

“Sem a oficialização desses cortes a gente já está sofrendo com o desmantelo das políticas públicas de HIV/aids, imagine com um anúncio desses. Com certeza isso irá impactar negativamente no combate à epidemia da aids em todos os seus aspectos, e por isso não podemos nos calar, temos de sair às ruas para mostrar que não aceitamos nenhum direito a menos. Temos que pelo menos garantir o que já conquistamos”, afirmou categoricamente Jacqueline Sampaio.

“Ver a notícia pelo jornal me fez inclusive chorar, parecia que o medo que tive no diagnóstico voltou, porque com a medicação no sentimos mais seguros. Fico receoso de quanto tempo será esse corte, mas não tenho dúvidas que o movimento social irá afrontar essa barbárie, ainda dá tempo de conscientizar as pessoas a votar contra à reeleição do atual presidente, de parar o orçamento secreto e vencer o ódio”, a fala é de Márcio Roberto.

Serviço:

Quando: Sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Local e horário: Em frente ao Theatro José de Alencar em Fortaleza (CE), às 10 horas; Praça Campo Grande – Salvador (BA) às 16 horas.

Dica de entrevista

RNP Ceará

E-mail: rnpceara@yahoo.com

Movimento Nacional das Cidadãs Positivas

E-mail: secretarianacionalmncp@gmail.com

 

 

Kéren Morais (keren@agenciaaids.com.br)

 

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