Cuidemos uns dos outros! Ninguém deve ficar para trás!

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A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+) pauta suas ações na luta contra a AIDS embasada nos Direitos Humanos, no Estado de Direito, no Estado Laico e no lema “Liberdade, Igualdade e Solidariedade”. E isto somente é possível numa Democracia.

Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de luta contra a AIDS, a RNP+ quer se manifestar sobre e, ao mesmo tempo, ressaltar que, entre as populações mais afetadas pelo HIV/AIDS no Brasil estão gays, homens que fazem sexo com homens, trabalhadores e trabalhadoras comerciais do sexo, população privada de liberdade, usuárias e usuários de drogas e mulheres trans (travestis e transexuais). Simultaneamente salientamos que nestas populações destacam-se pessoas de etnia negra.

No campo do HIV/AIDS, todos sabemos que o estigma, o preconceito e a discriminação nutrem a expansão da epidemia, seja na falta de promoção da saúde, prevenção de doenças ou na dificuldade de obtenção da assistência não apenas por estas populações, mas também por heterossexuais. A falta de prevenção, bem como de assistência especializada pode fazer recrudescer uma epidemia mais forte e resistente.

Assim, só será possível controlar os 40 mil novos casos de HIV e evitar as 15 mil mortes anuais em decorrência da AIDS no Brasil num ambiente de respeito e solidariedade, inclusive com a participação da sociedade civil que tem contribuído com a resposta brasileira à epidemia desde o seu início. Mas vivemos numa sociedade onde o HIV se espalha e, portanto, todas e todos temos que tomar nossas precauções.

A Constituição de 1988 garante a todos os brasileiros o direito à saúde. A TODOS! Brancos, negros, indígenas, homens, mulheres, transexuais, cisgêneros, pobres, ricos, privados de liberdade ou livres, no interior ou na capital, no centro ou nas periferias, religiosos ou sem religião! Esta é uma das faces da igualdade e da solidariedade.

Para fazer com que o Sistema Único de Saúde (SUS), que apesar do subfinanciamento tem obtido grandes realizações, alcance esta igualdade, devemos garantir maior financiamento em todas as áreas da saúde: federal, estadual e municipal. O SUS, num país tão desigual econômica e socialmente, que ficou ainda mais importante devido à atual crise econômica, é uma instituição que promove a saúde de brasileiras e brasileiros, mas também promove sua igualdade e solidariedade porque é universal.

Muitos tiveram que abandonar seus planos privados de saúde devido à crise econômica, ao desemprego e aos aumentos das mensalidades muito acima da inflação e mais ainda dos aumentos de salário.

Assim, a RNP+ desde sua perspectiva da luta pelo controle do HIV e da AIDS convoca a todos a defenderem o SUS, a exigir mais verbas para ele e a combater o preconceito e a discriminação, que nutrem a expansão da epidemia.

Juntos, num estado democrático que respeite os direitos humanos, que impulsione a solidariedade e fortaleça o SUS, poderemos controlar o HIV!

Cuidemos uns dos outros! Ninguém deve ficar para trás!

RNP+Brasil, 30 de novembro de 2018.

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