A RNP+ Brasil (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/ADS) surgiu em 1995 com um grupo de 10 portadores, em uma reunião ocorrida em paralelo ao V Encontro Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV e AIDS, "Vivendo", encontro anual organizado pelo Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro e Niterói.
Em 1996 no Encontro Nacional de ONG's - ENONG/AIDS em São Paulo, 60 portadores se reúnem e dão continuidade à RNP+. Em 96 no VI Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS, "Vivendo", 45 portadores se articulam e deliberam objetivos principais de um projeto para encontros regionais e a criação da Carta de Princípios da RNP+.
Em 1997, no Encontro de ONG's - ENONG/AIDS em Brasília 65 portadores efetivam os objetivos principais. Através de um projeto concebido pelo GADA - Grupo de Apoio ao Doente de Aids de São José do Rio Preto sob a coordenação de Júlio César Figueiredo Caetano junto à Coordenação Nacional DST/AIDS do Ministério da Saúde, foram realizados cinco encontros regionais: o da Região Sudeste ocorreu em São José do Rio Preto, SP, de 24 a 26 de outubro de 1997; o da Região Nordeste em Recife de 12 a 14 de dezembro de 1997; o da Região Norte em Belém de 13 a 15 de março de 1998; o da Região Sul ocorreu de 20 a 22 de abril de 1998 e o da Região Centro-Oeste em Goiânia de 01 a 03 de maio de 1998.
No dia 04 de maio de 1998, também em Goiânia, aconteceu a I Reunião Nacional de Representantes Estaduais e Secretários Regionais da RNP+/Brasil, onde foi apresentado entre outras metas, um programa mínimo nacional que visasse a melhoria na qualidade de vida das pessoas HIV/Positivas. Destes encontros, foram eleitos: 5 Representantes Regionais, 23 Representantes Estaduais, Ponto Focal e Suplente Nacional.
Esses encontros tiveram como objetivo a aglutinação de pessoas soropositivas para o seu fortalecimento em todo o território nacional, assim como o início de uma capacitação política, técnica e solidária para que surgissem novas lideranças a fim de atuarem em suas localidades junto aos seus governos e comunidades.
Os desdobramentos foram acontecendo através de Encontros Estaduais e Municipais. Já na segunda versão do projeto financiado pela Coordenação Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, o 2o Encontro da RNP+ Região Sudeste aconteceu de 17 a 20 de abril de 1999.
De lá para cá surgiram vários núcleos da RNP+ em todo o país e vários Encontros ocorreram em níveis regionais, estaduais e municipais. Alguns desses núcleos se institucionalizaram juridicamente, outros continuaram a funcionar informalmente de modo independente ou sob a proteção de OSCs ligadas a Aids. Em 2003 em Brasília ocorreu o I Encontro de Núcleos da RNP+ que passou a se autodenominar RNP+ Brasil onde foram eleitos novos Representantes Regionais e um Secretário Nacional que passaram a se constituir no Colegiado Nacional. Também nesse ano, durante a realização do ENONG em São Paulo foram eleitos, pela primeira vez, representantes da RNP+ Brasil para a Cnaids e Cams.
Durante os Congressos Brasileiros de DST e AIDS ocorridos em agosto de 2004 foi eleito o atual Secretário Nacional da RNP+ Brasil e ficou decidido entre as lideranças presentes a realização de um Encontro de caráter nacional.
Em agosto de 2005 realizamos o I Encontro Nacional da RNP+ em Florianópolis que consolidou a RNP+ em todo o Brasil e modificou sua Carta de Princípios, adaptando-a para a nova realidade das PVHAs no país. Espalhada por todo o país, durante esses anos pudemos fortalecer nossos laços, definir melhor o nosso papel na luta pelos nossos direitos e deveres, amadurecer nossa participação política, assim como estabelecer parcerias visando o fortalecimento da RNP+.
Muito ainda há que ser feito nesse sentido, mas já demos início a essa tarefa de aglutinar esforços, talentos e lideranças visando o coletivo da RNP+ Brasil. Provamos para nós mesmos que queremos e somos capazes de assumir um papel ativo no controle social e no resgate da nossa cidadania, firmando-nos como principais protagonistas da epidemia e co-artíficies do PN DST/Aids, na luta pelos direitos humanos das PVHAs e das populações vulneráveis a pandemia de Aids.
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