Fantástico – O Show da Vida: Entenda como funciona a pesquisa da vacina contra o HIV

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Há 40 anos a ciência trava uma batalha contra um vírus que já fez mais de 35 milhões de vítimas no mundo todo: o vírus da AIDS. Dos anos 90 pra cá, o tratamento avançou muito. Hoje é possível viver com a doença sem transmitir o vírus, mas ainda não existe cura pra ela.
Uma das apostas dos cientistas para a prevenção é o desenvolvimento de uma vacina que está sendo testada em oito países, inclusive no Brasil. A expectativa é grande: se funcionar, pode ser um marco, comparável à descoberta dos coquetéis anti-HIV, há mais de duas décadas.

A história da Vanessa, é a história dos avanços do tratamento da AIDS: Vanessa Campos, secretária nacional de informação e comunicação RNP+Brasil

“Eu não era um homem gay, não era trabalhadora sexual e nem usuária de drogas. Era uma menina virgem e que estava tendo o primeiro namorado em parceria sexual. Então, em nenhum momento eu achei que tinha qualquer risco de adquirir o HIV. A minha única preocupação era não engravidar. Eu vivo há 31 anos com HIV/AIDS. É uma vitória eu estar aqui com 49 anos falando sobre isso, porque eu não esperava que eu fosse tão longe. Não tinha remédio naquela época. Eu achava, inclusive, que eu não iria participar do meu aniversário no próximo ano. Eu olhava pros meus braços, minhas veias e dizia assim: corre morte nas minhas veias, acabou pra mim!”, relata Vanessa Campos, secretária nacional de informação e comunicação da RNP+Brasil.

Bernardo Porto Maia, coordenador do estudo, explica como funcionam os testes:

“Basicamente a gente utiliza um outro vírus, que não é o HIV. Nesse caso seria o adenovírus-26, de um resfriado comum, altera em laboratório esse adenovírus-26 de forma a não causar doença e acopla a esse vírus estruturas genéticas, genes mesmo, do HIV tipo 1”, explica Bernardo Porto Maia, coordenador do estudo.
Ou seja, é como fazer uma cópia de uma chave, que vai ter os mesmos encaixes, mas não é a chave original. “Quem receber a vacina consegue montar uma resposta imune contra o HIV sem o risco de se infectar por esse vírus”, explica Bernardo.

A ideia é que os voluntários desenvolvam anticorpos para combater o HIV, caso venham a ter contato com o vírus, por exemplo, numa relação sexual.

Mas a recomendação continua: uso de camisinha e outros métodos de prevenção. Até porque, como em qualquer estudo deste tipo, os voluntários não sabem se estão recebendo a vacina ou um placebo, uma substância sem efeito nenhum. Só no final da pesquisa é que cientistas vão saber quem tomou o que, e assim poder comparar os resultados e saber se a vacina funciona ou não. Mas os testes feitos em laboratório foram animadores.

Mas por que em um ano de Covid-19 já temos uma vacina pra combater o vírus e em 40 anos de Aids ainda não existe um imunizante contra o HIV?

“Porque é um vírus extremamente mais complexo quando a gente compara, por exemplo, com o novo coronavírus. Ele entra nas células, ele se mistura com o material genético da pessoa que é infectada e encontrar esse vírus escondido dessa forma é muito mais difícil no nosso sistema de defesa. O segundo problema é que é um vírus extremamente variável”, diz o infectologista Esper Kallás.

“E ele vai sofrendo modificações dentro do organismo da mesma pessoa, porque você pega o vírus e não elimina mais. Então, é como você atirar num alvo móvel. É um desafio enorme e, até hoje, nós não fomos capazes de obter uma vacina capaz de proteger contra a doença e, eventualmente, capaz até de conseguir a eliminação do vírus de quem já pegou”, explica o doutor Drauzio Varella.

A pesquisa no hospital foi chamada de Mosaico, porque combina genes de vários subtipos do HIV – mais de 90% dos tipos que circulam hoje no mundo.

Saiba todos os detalhes deste estudo vendo a reportagem em vídeo no Instagram da RNP+Brasil.

Ouça também o podcast do Fantástico: A promissora pesquisa da vacina contra o HIV

Fonte: Rede Globo

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