O MACHISMO MATA – nota da RNP+BRASIL em alusão ao Dia Internacional da Mulher

731 0
Compartilhe este artigo:Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Email this to someone
email
Print this page
Print

Toda caminhada tem um ponto de partida. Então, para percebermos aonde estamos precisamos constantemente lembrar de onde viemos. Rememorar o início da caminhada pode ser dolorido, mas é necessário. Hoje a RNP+BRASIL te convida a fazer uma viagem conjunta, pois cada mulher tem suas próprias trilhas, mas nada que te impeça de embarcar simultaneamente.

O machismo de cada dia é fator predominante desde a infância, mesmo em famílias majoritariamente femininas. Isso lembra que grande parte das famílias brasileiras são compostas de pais biológicos ausentes.

Muito cedo é preciso enfrentar o abuso infantil de familiares e pessoas próximas e “acima de qualquer suspeita” que deveriam dar proteção, o que dá início a uma vida sexual precoce e sem conhecimento efetivo de prevenção às IST e ao HIV/AIDS e que muitas vezes resulta em gravidez indesejada e evasão escolar.

A LGBTfobia empurra mulheres cisgênero, transexuais, travestis e homens trans para as ruas, colocando-as à margem da sociedade e expostas mais ainda a todo tipo de abusos.

As oportunidades de trabalho são oferecidas quando e apenas se o salário das mulheres for nivelado abaixo dos ganhos dos homens.

O racismo estrutural potencializa todas estas violações de direitos.

O feminicídio é o ponto final da trilha de milhares de mulheres todos os anos!

E em pleno 2020, começo da terceira década do Século 21, temos um governo que retira da Caderneta de Saúde de Adolescentes as ilustrações que ensinam o uso do preservativo externo (“masculino”). Observe que já temos o preservativo interno (“feminino”), que também não consta na tal caderneta, além do mesmo ter sido adquirido em látex, material que expõe mulheres e transexuais a alergias e complicações de saúde.

Ser MULHER é estar no alvo das vulnerabilizações desta sociedade construída sob a égide da objetificação e da servidão feminina.

Ser MULHER VIVENDO COM HIV/AIDS é acrescentar estigma, preconceito e discriminação a todas estas vergonhosas realidades a que somos obrigadas a enfrentar desde sempre!

Corpos positHIVos sofrem com o atendimento médico não humanizado e violências obstétricas.

Nossas crianças ainda adquirem HIV pela transmissão vertical apesar de haver um protocolo eficiente, porém não efetivamente implementado.

Os direitos sexuais e reprodutivos são vistos pela sociedade como impróprios e ainda assim ousamos continuar exercendo nossa sexualidade.

Independentemente das lutas que travamos, das marcas que carregamos, de nossa aparência física, bagagem cultural e intelectual, somos aquelas que levantamos nossas vozes para mudar esta sociedade.

HOJE É DIA DE LUTA!

NÃO IREMOS NOS CALAR!

O MACHISMO MATA: infâncias, esperanças, protagonismos, vozes e corpos. E também nos mata de AIDS!

 

RNP+BRASIL, 8 de março de 2020.

Compartilhe este artigo:Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Email this to someone
email
Print this page
Print

Nenhum comentário on "O MACHISMO MATA – nota da RNP+BRASIL em alusão ao Dia Internacional da Mulher"

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.