RNP+Ceará denuncia falta de Kaletra e baixo estoque de antirretrovirais

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Em entrevista no dia 15 de dezembro (terça-feira) ao Jornal Ceará TV 2ª edição, a RNP+Ceará, através de seu coordenador Vando Oliveira, denunciou a falta e baixo estoque de antirretrovirais no Estado do Ceará.

“Recebemos na última quinta-feira dia, 10/12/2020,  informação da COASF/CE (Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado do Ceará), que o Estado se encontra com o estoque de alguns antirretrovirais muito baixo. Motivo pelo qual foi reduzida de 90 para 30 dias a dispensação dos seguintes antirretrovirais: Lamivudina comprimido 150mg; Raltegravir comprimido 100mg; Raltegravir comprimido 400mg e Etravirina comprimido 200mg. O Kaletra solução oral 160ml, direcionado às crianças, está completamente em falta“, informa Oliveira.

O Ceará não tem recebido a quantidade que tem solicitado ao Ministério da Saúde. De acordo  com a COASF/CE, e em contato mantido com a Sra. Claudete, responsável pela logística no MS – Ministério da saúde, a mesma sinalizou que está em falta e com previsão de chegada ainda neste mês de  dezembro/2020. Informou também, que estão formulando uma Nota Técnica sobre essa falta e que será enviada para todos os Estados do Brasil.

Neste sentido, a RNP+Ceará apresenta sua preocupação, pois ainda estamos em plena pandemia de COVID-19,  e a circular do DCCI ( Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis) em março deste ano, recomendou aos Estados e municípios a dispensação de medicamentos para 90 dias, evitando assim a exposição das PVHA (pessoas vivendo com HIV ou aids) em idas mensais às unidades dispensadoras para retirada de seus antirretrovirais. Agora podemos, em poucos dias, também ficar sem a dispensação destes  medicamentos  caso demorem a ser enviados ao COASF-CE.

Para a médica infectologista do Hospital São José (HSJ), Melissa Medeiros, a situação é prejudicial ao tratamento dos pacientes. “Com a pandemia, os pacientes se preocuparam em ir buscar seus medicamentos por medo do contágio. E se esse período diminui de 90 para 30 dias, eles precisam ir mensalmente ao local de entrega”, conta.

“Esse descaso por parte do Ministério da Saúde com o tratamento das PVHA, desde a suspensão do exame de  genotipagem em todo o Brasil e agora a falta do Kaletra (que é usado por crianças) e a diminuição de dispensação dos antirretrovirais em plena campanha do Dezembro vermelho (mês alusivo à luta contra a aids) vai na contramão dos direitos das PVHA e viola as Leis 9.313/96  e 12.984/14  que tanto o Movimento Aids lutou para conquistar, e que se perde pela falta de responsabilidade do Governo Federal”, ressalta Vando Oliveira.

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