Tratamento para HIV com dolutegravir é seguro e eficaz para mulheres grávidas

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Tratamento para HIV com dolutegravir é seguro e eficaz para mulheres grávidas

O tratamento antirretroviral com dolutegravir foi associado a uma maior taxa de carga viral indetectável no momento do parto em mulheres grávidas, mostram os resultados do estudo IMPAACT 2010. Um regime que contém dolutegravir e tenofovir alafenamida foi associado a menos nascimentos prematuros e mortes neonatais do que o tratamento com efavirenz. Os resultados foram apresentados na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI 2020), no início de março.

O tratamento à base de dolutegravir está sendo introduzido como tratamento de primeira linha para o HIV em muitos países. Em 2018, foram levantadas preocupações sobre a segurança do dolutegravir no começo da gravidez por um estudo de vigilância no Botsuana, que inicialmente observou taxas mais altas de defeitos do tubo neural em bebés. No entanto, o acompanhamento a longo prazo concluiu que o risco era menor do que se pensava inicialmente e a Organização Mundial da Saúde recomenda o dolutegravir para todos, incluindo mulheres em idade fértil, desde julho de 2019.

O estudo foi projetado para comparar a segurança e eficácia de dois regimes que contêm dolutegravir

O IMPAACT 2010 foi projetado para comparar a segurança e eficácia de dois regimes que contêm dolutegravir com o padrão de atendimento em mulheres grávidas e que amamentam(*) . As 643 participantes do estudo estavam com pelo menos 14 semanas de gravidez e iniciando o tratamento para o HIV pela primeira vez ou haviam tomado menos de 14 dias de tratamento na atual gravidez. As participantes foram randomizadas para receber uma das três combinações:

  • dolutegravir, tenofovir alafenamida (TAF) e entricitabina;
  • dolutegravir, tenofovir disoproxil fumarato (TDF) e entricitabina, e
  • efavirenz, tenofovir disoproxil fumarato (TDF) e entricitabina.

No início do estudo, 84% das mulheres tinham uma carga viral detectável (acima de 50 cópias/ml) e a carga viral média era de 903 cópias/ml. No momento do parto, as mulheres nos dois grupos do dolutegravir apresentaram uma probabilidade significativamente maior de ter uma carga viral suprimida (<200 cópias/ml) do que as mulheres no grupo do efavirenz (97,5% versus 91%).

O risco de desfechos adversos durante o nascimento (parto prematuro, pequeno para idade gestacional ou natimorto) foi menor no grupo dolutegravir + TAF + entricitabina (24,1%) do que nos outros dois grupos (32,9% e 32,7%).

(*) Não há, na reportagem original de aidsmap, nenhuma referência a alguma mulher vivendo com HIV/aids que estivesse amamentando seu bebê. A RNP+BRASIL lembra que não é recomendada a amamentação de uma mulher vivendo com HIV a seu bebê.

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